domingo, 2 de agosto de 2009

A beleza da Dor - Frida Khalo


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Frida Khalo.
Pintora mexicana, das mais talentosas
do século passado.
Em seu centenário de nascimento,em 2007,
foi lançado o filme sobre a sua vida
estrelado por Salma Hayek

O filme ganhou o Oscar de Trilha Sonora
(com participação de Caetano Veloso)
e de maquiagem,

e tem cores fortes,
as mesmas com as quais ele pintava seus quadros.

Retrata a trágica vida pessoal de Frida,
mostrando o quanto ela adorava a vida
e ria da morte.
Para entender seus quadros
é preciso conhecer a sua história
de dor e de superação,
de amores intensos e trágicos.

Hoje, a casa em que nasceu e morreu,
a famosa Casa Azul ,
em Coyoacán, no México,
Vítima de um terrível acidente,
a dor de Frida foi retratada de forma a
marcar a sua obra.

Auto retrato de 1926

Aos 18 anos, o ônibus em que estava
juntamente com seu noivo Alejandro Gómes Arias,
chocou-se com um trem,
e a pancada foi exatamente onde estava o jovem casal.
Frida foi varada por um ferro,
que lhe atravessou o abdomen saindo pela pélvis.
Sofreu múltiplas fraturas, nas pernas, coluna e pés,
fez 35 cirurgias e ficou muito tempo presa a uma cama.

As cenas do hospital , os auto retratos ,
e as representações dos procedimentos médicos,
foram retratadas de forma a fazer o observador
partilhar de sua dor.
Auto retrato dedicado à Leon Trotsky
de 1937

Tela "A árvore da esperança"
de 1949

"Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o
assunto que conheço melhor"

Auto retrato com a foto do Dr. Farril
(médico que cuidou de Frida após o acidente)
de 1951

Auto retrato com os cabelos soltos
de 1947

Tela " O pequeno Cervo, de 1946"

"O que mais dói é viver num corpo que é um sepulcro
que nos aprisiona do mesmo modo que
a concha aprisiona a ostra"

Tela "O abraço de amor do universo, a terra (México),
Eu e o senhor Xolotl"
de 1949

Tela Hospital Henry Ford, de 1936

"Perdi 3 filhos e muitas outras coisas que teriam
preenchido a minha vida pavorosa.
Minha pintura tomou o lugar de tudo isto."

Quase imediatamente grávida após o nascimento de Frida,
sua mãe determinou que ela fosse amamentada
por uma ama contratada

Tela "O que a água me deu"
de 1937

"Não estou doente. Estou partida.
Mas me sinto feliz por estar viva enquanto
puder pintar"

Tela "Raízes"
de 1943

Tela "Um Pequeno Estreitamento"
de 1935

Auto retrato com roupa Tehuana
Tela "Diego está em minha mente"
de 1943

"Diego está na minha urina, na minha boca, no meu coração,
no meu sono, nas paisagens, na comida, no metal,
na doença, na imaginação."

Tela "As duas Fridas"
logo após o divórcio de Rivera, em 1939

Retrato do marido Diego Rivera
de 1937

Frida e Diego Rivera

Leon Trotsky
A família de Frida
Frida convalescendo após o acidente



Vestido de Frida
cheio de cores, tipicamente mexicano,
como ela gostava.

Frida queria ser a metáfora da transição entre o México
arcaico e a modernidade.
Era orgulhosa de suas raízes e não tinha sentimentos de inferioridade.
Foi uma adolescente metida a intelectual,
que discutia Hegel com seus colegas
e decorava versos de poetas russos.
Era osso duro de roer.

Não se deslumbrava com elogios
e manteve a cabeça erguida na dor.
Teve poliomelite na infância,
uma perna amputada e inúmeros abortos.

Viveu como um dia Diego recomendou a ela:
"Pega da vida tudo o que ela te der,
sempre que te interesse e possa dar certo."

Costumava dizer "que a tragédia é o mais ridículo que há,
e que nada vale mais do que a risada"

No diário deixou as últimas palavras:
"Que a partida seja uma festa e espero não retornar nunca mais"

A história dela é um convite à reflexão:
Até quando podemos suportar nossas dores?
Qual o limite de dor que podemos suportar?

Um sábio zen um dia disse:
A pior dor é a dor do crescimento.

Frida nos mostra com a sua história
que é melhor sentir dor
do que não sentir nada.


11 comentários:

Linda at Lime in the Coconut! disse...

While I couldn't read everything...I too love Frida. I thought the movie was beautiful and her home so inspiring to see!

Claudia Pimenta disse...

oi ana! ah, o trabalho da frida é emocionante... e o filme, incrível! que artista!!! bjs, querida!

Luiz Borges disse...

Elsa, impressionante como vc fez duas viagens no tempo de maneira magistral. A primeira em relação à história belíssima dessa artista tão sofrida e a segunda porque lembrei que assistimos ao filme, sob 3 cobertores, no intenso inverno de São Chiquinho, em 2004.
Um beijo do sempre teu Filósofo-literalmente-de-pijama-de-lã.

PS. A música está ótima. HOje tua postagem está a verdadeira máquina do tempo.

Ivo e Fátima disse...

Aninha

Além de todas as agruras físicas que ela sofreu, ainda foi eclipsada em vida pelo marido Diego.

Que vida!!!

Beijos (no Gafa, abraços)

Ivo

Anônimo disse...

E COMO DIZIA DIOGO:" PEGA DA VIDA TUDO QUE ELA TE DER...." NÃO É MESMO AMIGA AMADA...ONDE ESTÁ VC??EM BRASILIA?QUE HRS POSSO TE LIGAR AMANHÃ? BJO GRANDE.SAUDADES SAUDADES SAUDADES, RUBIA

suellen disse...

Balbi,

Amei o post! Òtima reflexão crescer dói mesmo. Vida sofrida, mas não infeliz.

Beijos

Su

Anônimo disse...

Balbinovisk,

"Viva la vida"!
Diante do desconhecido, do imprevisto, do inimaginável,VIVA LA V I D A!!!!!!!!!!
Ana H.

Panda disse...

Linda postagem, Ana! O sofrimento é uma das mais fortes fontes de inspiração artística. As canções mais belas, os quadros mais expressivos, os poemas mais memoráveis são em sua maioria tristes e doloridos.

Love Your Homes disse...

Adoro a sua postagem, Ana.

Yes, it's hard to live with pain, but it differs in heart and physical pain, still I cannot tell what is worst sometimes.

What happened to Alejandro?

Bjs,
Ingela

Ana Balbinot disse...

Ingela,
Thanks for your comment! Alejandro went to Europe with his parents wile Frida was still in bed.
Bjs

Panda,
Realmente isto é uma verdade! A arte parece ser uma espécie de compensação, de sublimação do sofrimento. De certa forma é uma pena que seja assim! Imagino que tipo de arte poderia ser feita por uma pessoa realmente feliz e plena!
Bjs

Ana H.,
É isso aí minha amiga! VIVA LA VIDA! Embora as saudades doam, não posso reclamar da minha quando tenho amigas tão especiais!
Bjs

Su,
Adorei receber vc aqui! Venha sempre e deixe seus comentários!
Bjs e seja bem vinda!

Rubitcha,
Thats it! Pega da vida o que ela te der! Ligue a qualquer hora, qualquer dia, e de preferência, venha pessoalmente!
Bjs

Ivinho,
Não sei se ela foi assim tão eclipsada pelo Diego. Acho que ela era muito melhor que ele!
Bjs

Filósofo,
Adorei o filme, principalmente a primeira vez que o vimos, juntos, naquele inverno inesquecível!
Bjs

Cláudia,
Obrigada pelo comentário! É sempre muito bom tê-la por aqui!
Bjs

Linda,
I really love the movie and Frida's work. Thanks for your visit and comment!

吳建豪Alex disse...
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