quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A beleza da Cama


Um breve histórico da cama:

Indícios arqueológicos assinalam que as primeiras camas primitivas datam do período Neolítico, há 10.000 anos atrás. Feitas em pedra, claro.

Casa do Neolítico, com duas camas de pedra, em Skara Brae, uma vila pré-histórica situada em Orkney, Escócia. Imagem cortesia de PrehistoricUK.
Por volta de 3.400 a.C. os faraós egípcios descobriram que fazia bem dormir em plataformas acima do chão, e o faraó Tutankahmon tinha uma cama de ébano e ouro, mas as pessoas comuns dormiam em pilhas de folhas de palmeira a um canto de suas casas.

Várias camas foram encontradas na tumba do Faraó Tutankhamon, inclusive esta da imagem acima e este inacreditável descanso de cabeça, que era usado como travesseiro.


Os romanos inventaram a cama aquática: os usuários (normalmente os cidadãos mais privilegiados) se reclinavam em “berços” de água quente ou morna até ficarem sonolentos, quando eram transportados para um berço seco ao lado, acolchoado, onde seriam balançados suavemente até que chegassem ao sono profundo.

As primeiras camas luxuosas da História são do Império Romano, frequentemente decoradas com ouro, prata e bronze e preenchidas com feno, forragens, lã e plumas para máximo conforto (calor e suavidade).
Os colchões da Renascença eram feitos, normalmente, de casca de ervilhas, palha e penas estufadas dentro de espessas membranas, posteriormente forradas por veludos, sedas e brocados.

Nos séculos XVI e XVII eram forrados por palha e suportados por uma rede de cordas. O final do século XVIII marca o advento dos estrados de ferro e dos colchões de couro como forma de tornar as camas menos atrativas para os insetos, companhias até então toleradas mesmo nos leitos da realeza.
Luís XIV foi, provavelmente, o mais apegado à cama de todos os monarcas. Era frequente que levasse para seu quarto as sessões da Corte. Possuía 413 camas e demonstrava preferência pelas mais espaçosas e com muita ostentação.

Cama do Rei Luís XIV no Museu do Louvre.
Imagem via Wikipedia

O primeiro colchão de molas foi patenteado em 1865, e na década de 1930 estes colchões já detinham a liderança dos mercados ocidentais.

Os estofados começaram a tornar-se comuns em 1940 e a década seguinte marcou o surgimento dos colchões e travesseiros de espuma de borracha.

Os colchões de água modernos foram introduzidos na década de 1960, que também popularizou as camas ajustáveis. Na década de 1980 surgiram os colchões de ar e na década de 1990 o mundo ocidental começou a redescobrir os costumes orientais, incorporando à arte do repouso e do sono diversos conceitos originários da China, da Índia e do Japão.
The Finnish Bed, livro de Leena Sammallahti e Marja-Liisa Lehto (SKS 2006), é a história ilustrada das camas, desde os simples bancos ao longo das paredes, bastante comuns nas casas de fazenda, até as elaboradas camas entalhadas em madeira e luxuosas das classes abastadas.

Veja algumas fotos do livro:



O fato é que dormir é recarregar-se física e mentalmente.
Coisa mais do que necessária desde sempre, como acabamos de ver, pela importância dada aos artefatos de dormir.
Testes científicos nos quais ratos foram mantidos acordados por um longo tempo, mostraram que eles morriam em aproximadamente 21 dias de privação do sono. Embora muitas pessoas possam ser chamadas de ratos, ainda não se sabe exatamente quanto tempo o ser humano pode sobreviver sem dormir,mas não há dúvidas de que as pessoas privadas do sono sofrem com problemas de memória e concentração.
Até mesmo alucinações podem ocorrer, além das perdas de produtividade e de qualidade no trabalho e nos relacionamentos pessoais, já que a falta de sono reduz os níveis de serotonina no cérebro. E, como se sabe, a serotonina está ligada às emoções, ao humor, à atividade sexual e ao apetite, e é responsável pelas sensações de satisafação e felicidade.

Então, já que está mais do que comprovado que dormir é ótimo e dormir bem é melhor ainda,
vamos ver algumas sugestões de camas bem bacanas!

Versão moderna da cama do livro The Finnish Bed
(veja a última foto acima)


Delícia de cama-de-balanço! É o up grade da velha e boa rede...

Aconchego e romantismo nesta cama que parece um ninho...
Imagem via Decorology


Mas ninho mesmo é esta versão da cama com dossel...

Até os beliches podem ser originais e confortáveis!
Imagem via Absolutely Beautiful Things

Cochilo na praia com muito charme nesta day bed da Dedon

Agora, se o Rei Luís XIV estivesse vivo, a cama dele seria uma Auping. Sem dúvida.


Aliás, a Auping é a cama dos Super, Mega Power VIPs dos dias de hoje.
Considerada a melhor do mundo, é super eficiente na ventilação.
E quer saber porque a ventilação é tão importante?

Perdemos a cada noite 350 ml de líquido corporal
( ou suamos, dito de uma maneira Auping de ser).
Em 10 anos são 1.200 litros! Agora, imagine se o colchão não secar direito....

As camas Auping, além de serem as mais eficientes em ventilação, são também
as mais eficientes em ajustes individuais e conforto.
Veja mais aqui.
Ok, Auping, vocês são o máximo...
Mas para mim, a melhor cama do mundo ainda é
a minha!


Bons sonhos!

2 comentários:

Ana Regina disse...

Menina ,que aula de história não!!!fantática a matéria.Beijos,Ana Regina

Ivo e Fátima disse...

Aninha

Que ótima idéia!!!

Mas o melhor de tudo foi a conclusão - não existe cama melhor do que a nossa.

Beijos

Ivo